Com as saídas de
Coates, Adán, Neto e Paulinho, o Sporting não perdeu apenas quatro dos
jogadores mais experientes. Num ápice ficou também sem os três capitães e outro
forte candidato a assumir essa responsabilidade, obrigando Ruben Amorim a
reorganizar a hierarquia dos mais influentes no balneário.
O facto de
Hjulmand ter chegado a Alvalade apenas um ano antes não foi um entrave à
decisão de o promover a capitão de equipa. Ao longo da época anterior revelou
enorme influência no relvado, mas também fora dele. Por outro lado, ser capitão
não era uma novidade para ele, já havia tido essa responsabilidade no Lecce.
Gonçalo Inácio e Daniel Bragança completaram o lote dos três capitães
principais.
No jogo com o
Gil Vicente, Hjulmand foi fundamental para dar agressividade defensiva, foco e
compromisso a um Sporting que não falhou e garantiu o acesso às
pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Por mero acaso, o capitão não
participou nas jogadas dos dois primeiros golos, que deixaram tudo bem
encaminhado, mas foi o primeiro a chegar para os celebrar com Quaresma e
Suárez, que os marcaram.
Tudo leva a crer
que, na final da Taça de Portugal, Hjulmand fará o último jogo com a camisola
sportinguista. Os astros, isto é, a realidade financeira e desportiva do
futebol, conjugam-se nesse sentido. Com a saída do dinamarquês o Sporting não
necessita apenas de um médio defensivo de elevada competência, precisa ainda
mais de um aglutinador, de uma voz de comando na gestão do jogo com e sem bola,
que una a equipa num foco de concentração comum e de resiliência colectiva.

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